Arquivo mensal 24 de Abril, 2026

PorAELAV

25 de abril – Cravo Humano

A Escola Básica e Secundária Luís António Verney acordou diferente. Não era apenas mais um dia letivo, era um reencontro com a história, um abraço coletivo à liberdade que, outrora, floresceu nas ruas.

Vestidos com as cores de abril, com o vermelho e o verde, alunos, professores e assistentes tornaram-se parte de uma mesma bandeira viva. E, entre mãos com gestos firmes, o símbolo maior erguia-se com força, o cravo, simples e eterno, guardião silencioso de um sonho que se fez realidade.

Aqui, neste território singular, as vozes misturavam-se em risos e conversas. E por instantes, o mundo lá fora, marcado por guerras, tensões e incertezas parecia distante. Dentro dos muros da escola, ergue-se um refúgio de paz, onde cada olhar reflete a coragem dos que vieram antes, dos que ousaram acreditar que a liberdade podia nascer de mãos desarmadas.

E assim, entre cores e memórias, a escola tornou-se mais do que um espaço de aprendizagem, transformou-se em palco de esperança, para celebrar a Revolução dos Cravos.

Continuar a acreditar que, mesmo em tempos difíceis, há sempre um abril à espera de nascer. Continuar a ensinar que a liberdade se constrói todos os dias, em pequenos gestos e grandes sonhos.

Continuar a unir vozes, para que nunca se cale aquilo que nos torna humanos.

E neste dia, sob o céu de abril, ficou a certeza que a esperança não é passado, é futuro em construção.

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Cláudia Jardim – convidado

Os professores de Ensino Artístico Especializado de Teatro convidam toda a comunidade escolar, a participar das Conversas Quinzenais na Escola, um momento de diálogo e partilha com convidados que virão à escola contar histórias e responder a perguntas relacionadas com o seu percurso artístico profissional.

A nossa próxima conversa, acontece no 28 de abril, às 14h30, na biblioteca. com a Atriz, Criadora e Diretora Artística do Teatro Praga, Cláudia Jardim, nossa convidada.

Contamos com a presença de todos!

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Apresentação do Exercício Final do 11º 1D – Técnicas Teatrais

O que é o amor?

Aquele que não se vê nos filmes, mas o que se sente quando ninguém está a ver?

Eis a possibilidade de resposta: em cena, memórias reais cruzam-se com fragmentos ficcionais, construindo um mosaico de afetos, desilusões e esperança. Cada corpo conta uma história: a primeira paixão, o medo de ficar só, o desejo de ser amado, o peso de amar demais.

Entre a teatralidade verbal e não verbal, os intérpretes procuram investigar como o amor — por si, pelo outro, pela vida — pode ser um caminho para a felicidade e a realização pessoal, e não apenas um espelho de ausências. A dança traduz o que as palavras não alcançam; o teatro dá voz ao que o corpo tenta esconder.

O exercício é uma colagem de biografias, ficção e memórias, onde o presente dialoga com o passado e o futuro se desenha em passos de movimento e gestos de coragem. Porque amar, afinal, é continuar a tentar — mesmo quando o amor parece ser o maior dos problemas.

INTERPRETAÇÃO: Alicia Brito, Ana Rita Castanheiro, Andreia Sobreiro, Beatriz Raposo, Íris Pereira, Irune Blanco, Laura Carrilho, Madalena Arado, Maria Fiães, Mariana Casqueiro.

Orientação: Wagner Tomé

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EXERCÍCIO FINAL DO 12º 1D – Técnicas Teatrais

Num lugar que é ao mesmo tempo palco e memória, sete intérpretes constroem o seu “cartão de visita”: um retrato fragmentado de quem são, foram e desejam ser, questionando o que significa ser feliz e se a felicidade é um destino, um instante ou apenas uma invenção para suportar os dias sem sol.

Cada corpo traz uma história — biográfica ou ficcionada — revelação a partir de pequenas cenas, partituras coreografadas e depoimentos.

O espectador é convidado a percorrer essas narrativas como quem folheia um álbum: há lembranças de infância, amores inacabados, fracassos e sonhos adiados. A dança surge como prolongamento da emoção: quando as palavras se tornam insuficientes e o corpo fala a verdade. Sempre.

Quem sou eu quando não estou a representar? — E o que me faz continuar a procurar a felicidade, mesmo nos dias de Inverno?

INTERPRETAÇÃO: Carolina Reis, Laura Ribeiro, Leonor Louro, Maria Inês Pires, Leonor Garcia, Patrícia Borges, Rafaela Pereira.

ORIENTAÇÃO: Wagner Tomé
8 de maio, 15h, na Sala de Teatro

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ESPETÁCULO | AULA MAGNA

Há um momento em que a arte deixa de ser apenas expressão e torna-se afirmação.

É nesse lugar de intensidade e de verdade que nasce o nosso espetáculo final, sob o provocador tema de escola “(DES)HUMANIZAR”, dando corpo à poderosa criação “Erro 404”.

Mais do que uma peça, esta é uma construção artística total. Uma obra que nasce da visão e dedicação dos nossos professores de música e dança, desde a composição original interpretada pela orquestra, até à materialização física, emocional e estética do processo coreográfico. Cada nota, cada movimento, cada silêncio, foi pensado, sentido e transformado em linguagem artística.

Este espetáculo é o reflexo de um percurso. De horas invisíveis de trabalho, de crescimento, de descoberta e de superação. Aqui, os nossos jovens intérpretes não apenas apresentam, afirmam-se. Revelam em palco a força do talento que têm vindo a construir ao longo do seu percurso académico, numa demonstração vibrante daquilo que significa viver a arte com propósito.

Mas há mais. Muito mais.

“Erro 404” é também o espelho de uma escola que acredita na arte como ferramenta de transformação. Uma escola que constrói, com os seus alunos, famílias e comunidade, um olhar crítico, sensível e profundamente humano sobre o mundo que nos rodeia. Um território onde a arte não é acessório, é essencial.

E é neste cruzamento entre identidade, criação e futuro que surge “Erro 404”:

Uma falha no sistema.
Uma rutura no esperado.
Um grito artístico que questiona, confronta e desperta.

Prepare-se para um espetáculo arrebatador, empolgante e profundamente impactante.
Uma experiência que desafia limites, quebra padrões e nos obriga a sentir, pensar e reconfigurar.

“Erro 404” não é apenas para ver. É para viver.